Protestos globais têm em comum frustração com economia e falta de esperança com política

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Nos últimos dias temos prestado muita atenção aos protestos no Chile, um dos nossos países irmãos da America do Sul que vem passando por uma crise na qual o povo parece não mais acreditar na economia e na politica local.

Mas embora o caso mais próximo possa chamar mais atenção, é importante lembrar que o Chile nem de longe é o único pais passando por uma situação de conflito entre governantes e população.

Hong Kong, Bagdá, Santiago, Barcelona, algumas das mais importantes cidades do mundo vem passando por situações parecidas, grandes protestos que abalam o pais inteiro.

Os especialistas chegaram a comparar alguns destes protestos e em especial os de Hong Kong com a primavera Árabe que por volta de 2010 abalou o oriente médio e continua reverberando até agora, mas essa comparação é imprecisa.

Acontece que a primavera árabe aconteceu em uma área muito especifica do oriente médio e não teve um impacto significativo no resto do mundo, já os protestos atuais parecem estar se espalhando.

Deste a nossa amada América latina passando pela Asia e pela Europa, Os protestos são cada vez mais comuns em pelo menos 3 continentes e cada vez mais violentos.

Além de causar apreensão nos investidores de países que não estão passando pelo mesmo tipo de protesto, a situação também se tornou um risco para a população uma vez que mortes vem acontecendo com frequência.

Só na capital Iraquiana a ultima rodada de protestos Resultou nas mortes de pelo menos 165 pessoas que de alguma forma acabaram se colocando contra as autoridades e sofreram.

Contudo resta a duvida mundial e o medo, em países como o Brasil o governo insiste em desviar o assunto, criar monstros entre nossos irmãos Chilenos e tentar espalhar a desunião.

A verdade é que os protestos atuais são o resultado de um acumulo de inseguranças, medos e frustrações globais que estão ganhando forma pela primeira vez.

Os próximos meses devem ser bastante significativos para a Economia Global e para a politica, com o aumento das vozes do povo estamos a Beira de um surto de guerras civis pelo mundo ou da queda dos regimes desiguais, vamos torcer pela segunda opção.

Fonte: Gazeta do Povo

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