Secretário quer ‘caminhar junto com Argentina’, e propõe diálogo

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O Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, afirmou que o objetivo do governo brasileiro é ‘continuar caminhando em conjunto com a Argentina’ dentro do Mercosul.

Ele disse que qualquer mudança na relação com o país vizinho vai depender da postura do governo recém-eleito de Alberto Fernández.

“Da parte do governo brasileiro, nunca esteve em jogo a dissolução do Mercosul.

O que se discutiu foram eventuais flexibilizações [do bloco] e uma redução da Tarifa Externa Comum [TEC] de magnitude ainda não definida”, disse a jornalistas no Seminário do Brics sobre Governança de 2019, que acontece no Rio.

“Todas as ações tomadas pelo governo brasileiro serão condicionais à nova postura do governo argentino. A gente precisa sentar com o novo governo [argentino] e discutir para saber qual é sua posição.

Sequer conhecemos seu programa econômico. Não foi colocado claramente. Seria prematuro antecipar qualquer tipo de posição”, afirmou.

O secretário confirmou que a ideia é reduzir a TEC e disse que isso, se aprovado, se dará de forma gradual e em discussão com os demais países do bloco, além da sociedade e do setor privado.

Entretanto, o secretário insistiu que ainda não existe, por parte do Brasil ou de qualquer outro país do bloco, proposta concreta sobre a reforma da TEC. “O que houve foi um exercício acadêmico, segundo o qual, em média, a TEC do Mercosul tem uma defasagem de 50% com relação a de países similares aos nossos pai.

Em nenhum momento houve proposta concreta, não só do Brasil. O que foi veiculado pela imprensa não corresponde ao que está acontecendo no âmbito do governo”, disse em referência ao noticiário da semana passada, segundo o qual o governo Bolsonaro pretenderia uma redução da TEC à metade.

Ferraz disse acreditar que a desgravação da TEC também será do interesse do novo governo argentino e disse que não vê riscos de Fernández retirar o país do acordo com a União Europeia. “É muito pouco provável que o novo governo argentino venha tomar uma posição radical de retirar a Argentina do acordo.

Houve uma aceitação muito clara por parte da população argentina a esse acordo. Então, não vejo um caminho nessa direção”, afirmou.

Fonte: Valor Investe

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